É HORA DE FALAR ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO (Parte 2)

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     No seriado 13 Reasons Why, podemos perceber que Hannah Baker havia pedido ajuda pelos problemas que estava passando. Mas sinceramente eu não vi tanta ênfase no pedido de ajuda dela. É tão tal que nem o psicólogo da escola conseguiu perceber que ela estava com problemas. Não sei se foi uma vista grossa do autor, ou Hannah não soube como pedir ajuda, ou se o psicólogo (que deveria ser o mais sensível a perceber o problema) era um péssimo profissional mas o seriado nos traz uma lição interessante: Peça ajude de forma enfatizada. Se você estiver com problemas, converse, fale, busque uma ajuda a um especialista e não tenha vergonha porque sua vida é o mais importante.

Que sinais uma pessoa pode apresentar quando quer cometer suicídio?  
         Pessoas com tendência suicida apresenta mudança no comportamento, sempre deixa pista de alerta como: se afastar dos amigos, não ter vontade de sair de casa, falar sobre assuntos que envolvem temas de morte - já apontando suas intenções, falar sobre o desejo morrer constantemente, a própria depressão é um sinal de alerta super significativo, deixar de lado seus hobbies e atividades que gostava de fazer, perda de interesse pelas pessoas, a escrita de muitos bilhetes e muitos outros fatores. 

Como evitar alguém de cometer suicídio?
       Não há uma modalidade ideal para um suicida, diz Émile Durkheim (1897). A tentativa de suicídio ou a idealização suicida são sinais de alarme que chamam a atenção, logicamente acontecem num ambiente em que é previsível ou pelo menos possível ao socorro à vítima se caso necessite. Das pessoas que tentam o suicídio, 20% a 30% fazem uma nova tentativa restando ainda uns 10% que acabam em concretizar o ato, como se refere Stengel (1980).  O Manejo do paciente sob o risco de suicídio geralmente envolve um conjunto de medidas, incluindo combinação de psicofarmacologia, psicoterapia individual, contato com familiares ou amigos, e em caso mais grave a hospitalização. Estes três elementos são fundamentais em ajudar uma mente suicida: medicamento, terapia e fé.

    Sei que é difícil atentar para o próximo, porque além de termos os nossos próprios problemas, as vezes somos tão egoístas que só queremos saber de nós mesmos, e não queremos dar atenção, analisar, procurar saber - de fato - o que nosso amigo está passando, sentindo, se tem problemas, se precisa de ajuda, se precisa desabafar (por até mesmo o desabafo alivia e muito a tensão de alguém). 

      Em uma conversa com um colega, amigo ou alguém próximo, não ocupe o teor do diálogo falando só de você, do que aconteceu contigo ou de suas conquistas. Fale sim de você, mas dê espaço para que seu colega possa falar, contar, dividir porque assim você o ajuda de diversas formas, ouvindo, analisando, captando algo positivo, tanto quanto negativo. Dê atenção! 

     E se você for quem tiver problemas, procure ajuda, pois o que importa é sua vida. Converse com alguém, procure as pessoas certas, seus pais, seu pastor, se não, conte a seu amigo próximo. Vá a um profissional, coloque pra fora suas desventuras, porque assim você pode ajudar você mesmo. Não vale a pena estragar a história da sua vida cometendo tal coisa. 

      No próximo artigo, o ultimo, vamos analisar o que Bíblia fala a cerca do suicídio, e entender se o ato pode ser considerado um pecado imperdoável ou não. De já agradecendo a colaboração do teólogo e psicanalista Zedequias Carias de Imperatriz - MA que é especialista no assunto, que está nos ajudando a simplificar de forma simples e clara o tema abordado.

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